sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Avaliação do INSS

Meu terceiro livro
https://agbook.com.br/book/194904--Agorafobia



Meu segundo livro:
https://agbook.com.br/book/185539--Diario_de_uma_Bipolar_II


Meu primeiro livro:
https://agbook.com.br/book/41677--Diario_de_uma_Bipolar

Meu outro Blog:

http://exemplosdeassediomoral.blogspot.com.br/

Meu face:
https://www.facebook.com/mariangelafernandesvaz
 










TENTAR CONSEGUI-LO PELO SUS.







MEU ATUAL PSIQUIATRA DISSE QUE O LÍTIO RETARDA A DEMÊNCIA,E AINDA TOMO MAIS 4 REMÉDIOS OFERECIDOS PELO SUS, E TENHO MEDO DOS EFEITOS COLATERAIS NUM FUTURO PRÓXIMO,E JÁ SINTO A LENTIDÃO DE TODOS OS MEUS SENTIDOS,COMO UM ENVELHECIMENTO FÍSICO E MENTAL ANTES DA PRÓPRIA IDADE.



Hoje eu chorei, não por causa dos efeitos colaterais, mas porque recebi esta correspondência:






EU REALMENTE NÃO ACREDITADA, MAS MUITO GRATA AO INSS, OU AS PESSOAS QUE ESTIVERAM POR TRAZ DESTA PERÍCIA.(Duas Assistentes Sociais e um Médico/Perito , ao Presidente do INSS/ES e a Doutora Rosana-Ribeiroassociados)










Mariangela









Trechos de “UMA MENTE INQUIETA” De: JAMISON, Kay Redfield.










Na página 231 do referido livro a autora diz que “ser louco não significa necessariamente ser imbecil”.










Tive minhas dúvidas quanto a escrever um livro que descreve de modo tão explícito minhas próprias crises de mania, depressão e psicose, além da minha dificuldade de admitir a necessidade de medicação contínua.





[...]





Estou cansada de me esconder, cansada de energias desperdiçadas e emaranhadas, cansada de agir como se eu tivesse algo a esconder. Cada um é o que é, e a desonestidade de se esconder atrás de um diploma, de um título ou de qualquer forma e reunião de palavras ainda é exatamente isso: desonesta. Necessária,talvez, mas desonesta.” (p.4-9)





[...]





É uma doença biológica nas suas origens, mas que dá a impressão de ser psicológica na vivência que se tem A doença maníaco-depressiva deforma o estado de humor e os pensamentos, estimula comportamentos aterradores, destrói a base do pensamento racional e, com enorme freqüência, solapa o desejo e a vontade de viver.Uma doença sem par no fato de proporcionar vantagens e prazer e que, no entanto, traz como conseqüência um sofrimento quase insuportável e, não raramente o suicídio.





[...]





No início, tudo parecia tão fácil. Eu corria de um lado para o outro como uma doninha enlouquecida,cheia de planos e entusiasmos borbulhantes, mergulhada nos esportes,passando a noite inteira acordada, noite após noite, saindo com amigos, lendo tudo que me caísse nas mãos, enchendo cadernos com poemas e fragmentos de peças, e fazendo planos extensos, totalmente fora da realidade, para o futuro.O mundo era só prazer e esperança; eu me sentia realmente ótima. Tinha a impressão de que conseguiria fazer qualquer coisa, de que nenhuma tarefa seria difícil demais. Minha cabeça parecia ter clareza, uma capacidade de concentração fabulosa, e ter condições de fazer saltos matemáticos intuitivos.





[...]





Ao separar-se, Kay gastou todo o dinheiro que tinha e fez diversas dívidas com o objetivo de decorar seu novo apartamento. Envolver-se em surtos desenfreados de compras é um aspecto clássico da mania.Logo depois, fazendo o uso do lítio Kay, percebeu que a mania não é um luxo que se possa sustentar com facilidade, o tratamento da doença maníaco-depressiva exige despesas com remédios, exames de sangue e psicoterapia entre outras. Sem contar as despesas que eram feitas, quase sempre, desnecessariamente durante as fases maníacas. E então o chão começou a sumir debaixo da minha vida e da minha cabeça. Meu raciocínio, longe de ser límpido como um cristal, ficou tortuoso. Eu lia o mesmo trecho repetidas vezes, só para perceber que não tinha nenhuma lembrança do que acabava de ler.





[...]





Nada fazia sentido. Eu não conseguia nem começar a acompanhar a matéria apresentada nas aulas e me via olhando pela janela sem fazer a menor idéia do que estava acontecendo a minha volta. Foi assustador. Eu estava acostumada a que minha mente fosse minha melhor amiga...





[...]





Agora, de repente, ela se voltava contra mim: zombava dos meus entusiasmos insossos; ria dos meus planos tolos; já não considerava nada interessante, divertido ou digno de atenção. Ela estava incapaz de concentrar o raciocínio e se voltava continuamente para o tema da morte: eu ia morrer, que diferença fazia qualquer coisa? O curso da vida era breve e sem significado, por que viver? Eu me sentia totalmente exausta e mal conseguia me forçar a sair da cama de manhã.





[...]





Em retrospectiva, fico assombrada de ter sobrevivido, de ter sobrevivido sozinha.Ela acreditava que o uso do lítio representasse uma espécie de renúncia aos altos vôos de sua mente e de suas emoções . Ela simplesmente não queria acreditar na sua necessidade de tomar a medicação, era viciada em seus ânimos ardentes,dependente de sua euforia.





[...]





Eu não acordei um dia e me descobri louca. A vida não é tão simples assim. Em vez disso, fui percebendo aos poucos que minha vida e minha mente estavam atingindo uma velocidade cada vez maior até que afinal, durante meu primeiro verão no corpo docente, as duas me escaparam o controle, girando loucamente. No entanto, a aceleração do pensamento rápido até o caos foi um processo lento e de uma beleza sedutora. No início, tudo parecia perfeitamente normal."(p.81)





[...]





Minhas lembranças da recepção ao ar livre diziam que eu havia sido fabulosa,esfuziante, sedutora e segura. Meu psiquiatra, porém, ao conversar sobre isso comigo muito tempo depois, tinha lembranças muito diferentes. Ele disse que eu estava vestida de uma forma extraordinariamente provocante [...], usando muito mais maquiagem do que de costume e lhe pareci frenética e excessivamente falante. (p.82 – 85)





[...]





“Quantas horas de sono eu vinha tendo? Eu tinha algum problema para me concentrar? Eu andava mais falante que o de costume? Eu falava mais rápido do que normalmente? Alguém teria me dito para desacelerar ou que não estava conseguindo entender o que eu estava dizendo? Eu sentia uma pressão para falar constantemente? Eu andava mais cheia de energia do que de costume? As outras pessoas estavam dizendo que tinham dificuldade para me acompanhar?Eu andava mais envolvida em atividades do que de costume, ou iniciando mais projetos? Meus pensamentos estariam tão velozes que eu enfrentava dificuldade para acompanhá-los? Eu andava mais agitada irrequieta em termos físicos do que normalmente? Mais ativa em termos sexuais? Gastando mais dinheiro? Agindo de modo impulsivo? Eu andava mais irritadiça ou raivosa do que normalmente? Eu tinha a impressão de ter talentos ou poderes especiais? Eu havia tido alguma visão ou ouvido sons ou vozes que outras pessoas provavelmente não haviam visto ou ouvido? Eu havia tido alguma sensação estranha no meu corpo? Em alguma vez na vida eu tinha tido esses sintomas antes? Alguma outra pessoa da minha família tinha problemas semelhantes?”(p.102)





[...]





“O transtorno maníaco-depressivo é uma doença que tanto mata quanto dá





vida.”(p.147)A estrada de volta do suicídio para a vida é fria, mas com grande esforço e com a graça de Deus, Kay conseguiu percorrê-la,ela sobreviveu acreditando que nunca se recuperaria da vergonha. Kay entrou numa fase de depressão suicida, viveu uma fase de profunda agonia vinte e quatro horas por dia, não sabia o que era esperança e deseja dar fim a sua existência lúgubre e nauseante. Sem nenhum remorso, ela decidiu tomar uma dose cavalar de lítio junto com alguns comprimi dos que a impedissem de vomitar a droga ingerida. Porém, não obteve o “sucesso” desejado em sua tentativa de suicídio.





[...]





“A redução do meu nível de lítio trouxera de volta à minha vida não só uma clareza de raciocínio, mas também uma nitidez e um avivamento da experiêcia.” (p. 198)





[...]





“Não há uma forma fácil de contar aos outros que se tem a doença maníaco-depressiva.Se ela existe, ainda não a encontrei."





[...]





"A idéia de debater minha doença num foro mais público foi, até há bem pouco tempo, quase inconcebível.Grande parte dessa relutância foi por motivos profissionais, mas um pouco se deveu a crueldade, proposital ou não, que ocasionalmente experimentei por parte de amigos ou colegas em quem decidi confiar. ” (p.237)





[...]





"Ela não é afinal de contas, apenas uma doença, mas é algo que afeta cada aspecto da minha vida: meus humores, meu temperamento, meu trabalho e minha reação a praticamente tudo que surge no meu caminho. Não falar na doença maníaco-depressiva, mesmo que para debatê-la apenas uma vez, geralmente confere à amizade um certo tom de superficialidade.” (p.238)





[...]





“E então por que eu iria querer ter alguma coisa a ver com essa doença? Porque acredito sinceramente que, em conseqüência dela, senti mais coisas e com maior profundidade; tive mais experiências, mais intensas; amei mais e fui mais amada; ri mais vezes por ter chorado mais vezes; apreciei mais as primaveras apesar de todos os invernos; vesti a morte “bem junto ao corpo como calça jeans”, aprendi a apreciá-la, e à vida, mais; vi o que há de melhor e mais terrível nas pessoas e aos poucos aprendi os valores do afeto, da lealdade e de rir até o fim. Conheci os limites da minha mente e do meu coração, e percebi como os dois são frágeis e como, em última análise, são incognoscíveis. Em depressão, engatinhei para atravessar um quarto e fiz isso meses a fio. No entanto, normal ou maníaca, corri mais, pensei mais rápido e amei mais do que a maioria das pessoas que conheço. E creio que boa parte disso está relacionada à minha doença – à intensidade que ela confere às coisas e à perspectiva que ela me impõe. Creio que ela me fez testar os limites da minha mente (que, embora deficiente, está firme) bem como os limites da minha criação, família, formação e dos meus amigos. As incontáveis hipomanias, e a própria mania, todas trouxeram para minha vida um nível diferente de sensação, sentimentos e pensamentos. Mesmo quando mais psicótica – delirante, alucinada, frenética – estive consciente da descoberta de novos recantos na minha mente e no meu coração. Alguns desses recantos eram incríveis, lindos; tiraram meu fôlego e fizeram com que eu sentisse que poderia morrer ali mesmo que as imagens me sustentariam. [...]” (p.260 – 261)















Meu novo psiquiatra me deu 2 amostras de GEODON,um remédio top de linha que custa 1000,00).Existem pessoas humanitárias।Consegui caminhar na praia toda de Camburi e fazer o niver do meu filho। Infelizmente esses remédios são por apenas 1 mês e depois não sei se vou voltar a tomar os remédios do SUS, me deram muitos efeitos colaterais e esse(GEODON) não posso pegar de graça porque não sou esquizofrênica,muito menos comprá-lo,mas não sei pq esses remédios me fazem tão bem,não sei mesmo।E tb não posso viver a vida toda com amostra grátis,mas grata Dr.POR ESSE MÊS.
























22 de agosto de 2011







Olá filha!
Hoje gostaria de homenageá-la, porque você faz 15 anos... Na verdade eu queria que você soubesse como esse dia é importante para mim, é como se neste dia, eu tivesse conquistado um grande prêmio, por consegui mostrar ao mundo porque tenho tanto orgulho de você.

Bonita, inteligente, mas principalmente uma moça generosa, leal e muito querida.

É, realmente você é meu maior troféu, que transformou minha vida: parece que ficou mais leve, com novo ideal, parece até que tem tomado um rumo certo.

Por isso filha, eu além de te homenagear, preciso pedir desculpas por me realizar em você. Às vezes quando discutimos, por motivos bobos e você reage, parece até que estou me vendo, bem mais nova. Que bom saber que você é um pedacinho melhor de mim e por isso vou continuar aqui, mais tempo...

Te desejo tudo de muito bom: saúde, sonhos realizados, amor e muita felicidades

Parabéns Filha!!! Desculpe a minha corujice, mas você é a melhor filha do mundo.

Eu te amo!


04 de maio de 2012

Minha filha resolveu morar com o pai e sua nova família.(A nova mulher mais jovem, seus dois filhos,um de cada relacionamento diferente da ninfeta, meu filho menor,que perdi a guarda a uns 3 anos e agora também Juliana). Agora estou morando só e triste .Da primeira vez que me mataram roubaram um jeito de sorrir que tinha depois foram roubando qualquer coisa minha, mas agora coloquei um cadeado no meu coração e joguei as chaves fora.

PS:Não sei como está meu processo contra a CEF, sei q foi p o TST e trnho esperança já que perdi nas estâncias aqui do ES.
Agora moro só,minha filha também resolveu morar c o pai. A cada dia que passa tenho medo de me tornar uma neurótica homicida porque suicida eu ja sou.

O INSS liberou o auxílio doença.

02 de agosto de 2012
 
O SUS depois de 3 tentativas(3 processos) permitiu que eu pegue o Seroquel de graça,então,apesar de tudo estou medicada com um medicamento de ponta e me sinto em processo de remissão.

Atualizando novo telefone:55 27 96918026


 
Fiquei grávida do meu segundo filho e como somos muito ansiosos, resolvemos fazer o exame. O resultado saiu na hora. Era um menino!!! Pela segunda vez me senti  mãe! É muito bom poder parar de falar o bebe, o bebe, o bebe….e já chamar pelo nome que escolhi e que também era de um aluno bem levado meu :Maycon. Maycon Fernandes Vaz da Silva nasceu quase sete da manhã no dia 15 de fevereiro de 2002 e como estava ansiosa por seu nascimento já que ele não parava de chutar minha barriga, já se nota aí sua vocação para o futebol. Ele foi para o quarto comigo e diferente da sua irmã mais velha Juliana que fazia careta com o leite materno ele saiu  procurando algo pelo meu corpo e mexia o narizinho e achou o que procurava e sugou com tanta força que me deu vontade de dar um grito, mas a sensação é muito boa! Juliana aprendeu a falar e a ler primeiro,mas o Maycon aprendeu  antes de 1 ano a andar e correr atropelando a todos com seu andador e a quebrar seus brinquedos e ninguém conseguia colocá-lo no colo, bem que sua irmã tentava. No aniversário dele, vestiu  de super-homem e circulava pela festa,dava beijinho no rosto das menininhas e me lembro dele no colo do pai,acho que ali sentia uma certa segurança e tb muitas afinidades,inclusive com a bola que sempre foi seu melhor presente. Minha separação foi difícil por motivos que dizem respeito a mim e ao meu ex-marido nunca culpei a madrasta pelo fim do  meu casamento, mas uma vez em seu  portão, ela colocou o Mayquinho atrás dela e disse “ele é nosso”.Naquele instante conheci  a  pessoa mais asquerosa que eu já vi no mundo. Acho que vale tudo por amor, mas “tudo” têm certos limites. Não participei das festinha da escola, dos jogos de futebol  de cada fase da vida  do meu filho nem demonstrei carinho, como ia no ballet buscar Juliana ou pegar seu celular várias vezes na escola e busca-la na pracinha porque estava tarde... várias situações que no caso do Maycon  invadiram meu espaço de mãe biológica, acho até que falaram muito  mal de mim  na frente dele. Naquela época se tivesse forças entrava nesta  disputa injusta já que eles detêm o poder  econômico e apesar de deter o poder intelectual faço parte da plebe.
Duvido que haja tristeza humana mais profunda do que meu sofrimento, que perder para sempre um filho  e perdi a guarda dele também na justiça por estar doente e por ele também ter escolhido ficar com o pai e a Juliana escolheu ficar comigo apesar de tudo que perdeu financeiramente com esta escolha. Eu com uma uma depressão profunda que  me impedia de fazer as tarefas básicas, mas isso ia passar, como passou com medicamentos. Com a separação perdi meu plano de saúde da Vale e sozinha achei no SUS um excelente médico, Dr. Ramalhete, que conseguiu para mim remédios caros(Um custa 450,00) e  de ponta, na secretaria da saúde. 3 anos de alegria e felicidade, 8 anos de esperança perdida. Outro dia, questionada por um amigo se eu havia me arrependido de algo em minha vida, respondi: “não ter visto meu filho crescer”. Dificilmente me arrependo daquilo que já fiz. Prefiro arriscar e ver meus sonhos irem por água abaixo do que me arrepender de nunca ter tentado,mas reconheço que uma das poucas coisas que gostaria de mudar é o tempo dedicado a acompanhar meu filho pular os degraus da infância à fase pre-adolescente e depois virá a fase adulta...
Tenho medo de num futuro próximo acordar para a realidade, quando encontrar num elevador, ou numa rua qualquer, um jovem vestido de branco, que acabara de entrar na faculdade de medicina, ou outra qualquer, e levar um susto. Pois é, um dia nós nos perdemos, fomos sequestrados. Mas somos filhos do Senhor. Meu filho se eu partir para bem longe não se esqueça de mim dos momentos que te acalentei para não te ver chorar. Quantas vezes eu cantei para não te vê chorar. Hoje tenho orgulho porque tus és sangue do meu sangue e agora quero me perdoar por querer te dar o que não tive em minha vida. Mas a força do sangue faz eu gritar : "Filho eu te amo mesmo assim, do jeito que tu és, pois  você é minha imagem e eu te ofereço o maior amor do mundo  e que receba muito carinho e amor dos que te rodeiam."
Um feliz aniversário com muitos e muitos anos de vida.


11 de agosto de 2013

Administradora formada pela UFES, trabalhei quinze anos nesta área e este livro é um relato libertador sobre minha jornada nos últimos quatro anos em que descobri ser portadora do Transtorno Afetivo bipolar após uma crise mais séria que ocorreu num Banco público federal depois de aprovada em concurso.

Ali descobri uma depressão que corroeu minha alma tão fundo que vi o céu e o inferno em meu cérebro aterrorizado.

Em vez de pensar que sou um fracasso será que eu poderia talvez aceitar que sou apenas um ser humano- um ser humano normal inclusive, apesar de bipolar.

Meu cérebro alterado e desfigurado tentou protestar: ”_Depois de todos esses adjetivos que lhe foram atribuídos pelo Banco e Magistrados. Tá, você é um fracasso, uma inútil tão completa e nunca vai ser nada na vida”.

De repente, eu respondi para eu cérebro turbulento, forte e irredutível: “_Você não faz idéia de como sou forte meu bem”.

Mais uma vez conversava com meu cérebro, devorador de almas, mas grande criador de idéias, que me fez ter a coragem de deixar tudo para trás, desde mudar de cidade até as relações com meus ressentimentos, para encarar uma jornada bem difícil: Juliana,minha filha que morou comigo nestes quatro últimos anos difícies, resolveu morar com o pai e está conhecendo o Brasil e viagens de avião,bons hotéis e me deixou sozinha.Já vai fazer 18 anos ano que vem e realmente ja está na hora de voar. Que Deus oriente seus caminhos porque e uma menina/ mulher de bons princípios e merece altos voos com tudo de muito bom nesses novos caminhos.

Está sendo barra acordar e verificar que não tem ninguem além de mim.

O INSS concedeu minha aposentadoria por invalidez,1 salário mínimo,  mas a CEF me demitiu , sua psicóloga disse que sou uma exelente atriz e lá na época não tinha psiquiatra, OU SEJA ;ME DEMITIU DOENTE. Que triste ironia.

Quando o telefone tocou, a moça do INSS disse que tinha concedido o o benefício comecei a chorar.A moça preoculpada perguntava se estava sozinha, para ficar feliz e não não triste. ELA NÃO ENTENDEU, AQUELE TELEFONEMA SALVOU MINHA VIDA. Como o meu anjinho Juliana sempre faz...

Tinha um namoro de dois anos e esta ficando pior a cada dia,não o vejo há alguns dias,ele se intrometeu dizendo que não poderia dirigir,que estava com cara de louca(Fui ao shopping com Juliana no dia das mães assisti o filme os vingadores(2012) e assisti Homem de Ferro em 2013 e tb Star Trek...) ele não pode se meter em poucas coisas que gosto de fazer. Um amigo virtual, que conheço a uns quatro anos, disse que louco é quem me diz que sou louca.Enfim, estou novamente solteira.



É isso, o PC, o meu refugio,agora é só meu e tenho que escrever, senão vou fazer realmente coisas loucas que passam em minha cabeça:VINGANÇA_uma não poderá viver enquanto a outra estiver viva.

Minha filha, no final de julho/2012 brigou com a enteada do pai e a madrasta.O pai ligou para o celular de Juliana em horário de aula e disse para que ela não voltasse a casa dele,isso atrapalharia seu casamento. Juliana vai chorando para a coordenação e cogita-se chamar o conselho tutelar e ainda bem que não o fizeram. No livro mostro que não tenho boas recordações daquele orgão quando interfiriram no caso do meu filho mais novo e não sabiam diagnosticar minha doença.Trararam-me como a CEF anteriormente.Minha doença não está escrita em minha testa, infelizmente. Era apenas uma grande preguiçosa... Agora minha filha,suas malas estão aqui , em casa, até seu pai construir um quarto na casa dele.

Em 2013 outra briga, desta vez com a madrasta por causa de um comentário infantil que Juliana fez, quando a enteada do pai,que tem a idade da Juliama, vai fazer uma viagem ao exterior.Outros fatos mais íntimos e degradantes tem acontecido o que demonstra que a vida da Juliana piorou na casa do pai, da madrasta, dos dois enteados,além do meu filhinho que perdi a guarda e que amo muito.Um pleonasmo infinito : muito muito muito...


Infelizmente eles detem o poder econômico, eu descobri bem tarde, sinceramente,que também encontramos a felicidade na simplicidade.Tomara que Juliana não demore tanto a chegar a esta conclusão.

Neste período em que Juliana está na casa do pai várias situações foram esclarecidas, como a mentira que o Maycon fugiu de casa um dia e foi para a casa do pai, sendo que na verdade foi um vizinho que o levou até aquela casa e o atestado que está no processo de guarda onde relata que meu filho estava subnutrido após uma viagem à roça com o pai e a madrasta em que o Maycon chegou vomitando e com febre e chegou dizendo que o pai comentou que a guarda dos filhos ficariam com ele),mas o pior, foi descobrir que o atestado assinado por uma doutora que por incrível que pareça é tia da atual companheira do meu ex marido.

Mayquinho sempre foi e ainda é magrinho basta verificar suas fotos no facebook,.

Juliana na casa do pai me trouxe um agradável contexto,além de mãe, virei sua amiga, uma amiga que ela pode contar sempre e mais que tudo isso, o que eu puder fazer por ela será feito, afinal é o grande amor da minha vida, um pedaço de mim que nunca me abandonou mesmo de longe.

Enquanto isso tento perdoar algumas realidades, começar novamente a me entender, já que fui diagnosticada bipolar na casa dos quarenta anos após uma depressão profunda, depois de humilhações mutiladoras de neurônios que ocorreram no ambiente de trabalho e familiar, cuidar um pouquinho mais de mim, afinal beleza atrai beleza, aprender a lidar com minha própria solidão e gostar da minha própria companhia, constatar que a preocupação é uma futilidade, aprender a relaxar, buscar um novo lar, deixar o contentamento vir até mim, e principalmente, cuidar da minha beleza interior buscando uma sanidade que não sufoque totalmente meus sentidos.

CURAR NÃO É DEIXAR DE SENTIR SINTOMAS ,é trocar ignorância por sabedoria ,depressão por contentamento, apego por desapego e a melhor cura é a cura filosófica e a espiritual ,não obstante não deixamos de sentir a doença, mas tento melhorar, evoluir.

03 de junho de 2003: a Secretaria de Saúde do ES liberou o remédio Seroquel, que custa aproximadamente 450,00, para mim, depois de 3 processos elaborados por mim e meu médico Dr. Ramalhete.
Grata!



E-mail:mariangelafernandesvaz@hotmail.com




Tel:55 27 996918026